Depois de assistir o filme em sala de aula, resolvi mudar o que iria postar, pois veio à minha mente um três filmes com duas situações iguais e uma diferente, situações que nos mostram que é muito fácil chegarmos à conclusões precipitadas sobre determinados assuntos, e percebi também que nós temos o dom de criticar, em sua maioria críticas destrutivas.
Sempre ouvi o Márcio dizer que nós temos a mania de dizer: "Naquele tempo era melhor" e não fazemos nada pra mudar o que acontece hoje e poder dizer: "amanhã vai melhorar".

Falando dos filmes e das situações, vejo que existe uma certa ligação entre o que acontece em "Os Incompreendidos" e um filme muito conhecido por nós brasileiros, "O Bicho de Sete Cabeças", filmes estes que nos mostram que as pessoas não se preocupam em saber do contexto e acabam tomando decisões precipitadas sobre determinados assuntos.Talvez Antonie e o Neto fossem perguntados o que estava acontecendo, teriam uma tragetoria diferente, se tivessem o apoio dos pais, carinho e/ou coisas semlhantes, certamente metade das coisas que aconteceram com eles não teriam acontecido.
Por outro lado, temos o filme "2 Filhos de Francisco", onde os filhos são apoiados pelo pai , para conseguir alcançar um sonho, que era dele, e foi transferido para os filhos. No começo ele impôs esse sonho aos filhos - porque queria vê-los com uma vida melhor que a que ele tinha - mas vemos que depois os filhos foram gostando da idéia e correram atrás dos sonhos, mas não é nisso que quero me prender.
Temos que entender que ainda que todos são iguais, na realidade somos todos diferentes, devemos entender qua cada um tem sua dificuldade, e é por isso que, como educadores, devemos procurar entender cada um educando, ainda que o nosso trabalho não seja recompensado como nós queremos que seja. "Não há saber de mais, ou saber de menos. Existem saberes diferentes"
Paulo Freire
3 comentários:
É verdade. Pré-julgar é uma condição humana. Eu também sou assim. Não queria ser, mas sou.
Quantas vezes olhamos um fato superficialmente e já tecemos nossos comentários sem real conhecimento de causa? Os filmes sitados mostram isso claramente.
Acho que essa será uma tarefa árdua, como educadores.
Mas, como disseram em aula, cada caso é um caso, e a posição de juiz e jurado (e as vezes de carraco ou vítima) do professor, me assusta muito. Mas será algo que termos que aprender a lidar da melhor forma possível.
Eu concordo com o pensamento do Flávio e não sei se tenho muito a acrescentar. Acredito, no entanto, que posso apenas reforçar a idéia, na medida em que entendo, de igual maneira, que cada pessoa é um indivíduo singular, e cabe ao educador, dentro de um papel social e consciente, apenas contribuir para o desenvolvimento do indivíduo - e não da individualidade, o que é bem diferente - do subjetivismo, ainda que firmado na realidade. É aquilo que em psicologia da educação chamavam de "processo de individuação do sujeito", ou seja, a formação do indivíduo. Porém, e não menos importante, deve-se ter a preocupação de se desenvolver o indivíduo mas como um ser social, antenado e em atividade com o mundo que o cerca. Tá bom, chega né, já escrevi demais por hj! Rs.
Educar é difícil e ser pai ou mãe muito mais, parece ter que abdicar de si e se tornar coletivo. A família está se reformulando e se adaptando, espero que nesta nova família além de ensinar os pais aprendam a ouvir e compreender os filhos.
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